Os criadores de synth-pop para tolos tornaram-se capazes de sacudir o concreto de estádios! Muros caem e Marilyn Manson nasce! Ah, e não deixemos de mencionar que eles inventaram a house music.
Tudo bem...isso não é totalmente verdadeiro, mas com este álbum que o Depeche Mode se despediu do eletropop embrionário e abraçou o som que viria a inspirar tantos os góticos quanto os pioneiros da música dance. O álbum anterior, "Black Celebration", chegou bem perto, mas a produção hesitante fez com que seus momentos dramáticos soassem um pouco ridículos. Por outro lado, "Music For The Masses" cola você contra a parede assim que "Never Let Me Down Again" é projetado dos alto-falantes.
A fúria do álbum nunca perde a intensidade, mas o ritmo varia um pouco, da alegre e ritmada "The Things You Said" para a introspectiva "Little 15" e também, já evidenciando as sequencias incessantes que iriam alimentar o house, a lasciva "Behind The Wheel". A música extra que seria no CD, "Pleasure, Little Pleasure", vai mais além, partindo de um estilo dance para uma antevisão do que mais tarde se tornaria o glam rock de "Personal Jesus", cooptado por Marilyn Manson. Completando esta sucessão de contrastes temos a vigorosa e irrequieta "Nothing" e "Pimpf", que termina com "Mission Impossible", não listada nos créditos.
Na minha opinião, foi um dos melhores CDs da banda.
Espero que gostem.
Beijos da MESR.
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